Título: Desejo Insaciável - Série Imortais # 1
Autora: Kresley Cole         
Ano: 2016
Editora: Valentina
Páginas: 352
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Sinopse: A lenda de um feroz lobisomem e uma encantadora vampira – improváveis almas gêmeas cuja paixão testará os limites da vida e da morte.
Um incansável guerreiro mítico. Nada o deterá até que possua a...
Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae.
Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem...
A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.

  Quando conversei com a Elis ela elogiou a obra de um jeito tão diferente que eu realmente criei expectativas de que seria uma leitura que me daria algum prazer em ler, e de um certo modo ela até deu, mas não foi tão satisfatória quanto imaginei...
  Emmaline, é uma hibrida de Valquiria com Vampira, mais conhecida como Emma sempre viveu protegida por Annika e suas tias em uma fortaleza distante e sombria, tratada como frágil desde pequena nunca conheceu a mãe (que faleceu pouco tempo após dar à luz) e o pai, um vampiro cuja identidade é desconhecida por todos. Em busca de descobrir quem era seu pai, Emma vai a França e lá é sequestrada por Lachlain, o rei dos lobisomens, e em meio a essa confusão ambos acabam criando um laço complicado e estranhos definido por suas raças...
   Indo direto ao ponto, o livro me decepcionou porque eu realmente esperei um hot misturado a fantasia (de preferência mais hot), e o que encontrei foi uma personagem confusa em relação a si mesma e as relações sexuais, com oscilações de humor sem sentido algum, e quando digo sentido é porque não entendi as motivações pra isso, Emma tinha tudo pra não ser estereotipada e por ter essa pegada mais hot imaginei que ela fosse mais livre de certos tabus e no final ele me pareceu um pouco Bella Swan em crepúsculo. Me dava muita agonia esse vai e não vai dela com Lachlain, eu compreendo a questão do medo dela e pela briga entre lobisomens e vampiros, mas a todo momento ela pensava no quanto queria ele e aquela ‘’relação’’ mas não agia de forma condescendente. Pra mim a história falhou nesse ponto, além de demorar mais da metade do livro pra chegar ‘’nos finalmentes’’ e olha, haja paciência...
    Tudo bem que não é de todo mal, o livro entretém e talvez você goste dele mais do que eu, a parte da fantasia não é tudo que imaginei porque ao meu ver ela correu um pouco nas explicações e o plot twist não foi bem um grande plot twist, mas reforço que essa é apenas minha visão critica do livro e você pode gostar bastante dele, e no geral o livro é bom, alguns personagens são bem interessantes e seriam uma aposta muito boa pra acrescentar mais nas continuações.

Nota:


Heey como vão?

O post de hoje é meio diferente porém nem tão diferente haha, poucos sabem mas eu sou apaixonada pela língua francesa, acho mágica, encantadora, viciante, entre outras coisas positivas, então saiu por ai fuçando e procurando músicas no idioma e me apaixonando mais. Hoje trouxe uma playlist pequena, com 10 músicas muito boas que amo e queria compartilhar com vocês.



Espero que gostem!


Título: A cor da coragem
Autora: Julian Kulski            
Ano: 2016
Editora: Valentina
Páginas: 416
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Sinopse:
"Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?" Julian Kulski Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã.
Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... "Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial". Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz.

É complicado escrever uma resenha sobre uma leitura que de certo modo é dolorosa, quando pensamos em guerras sempre sentimos, ou deveríamos sentir, um desconforto porque sabemos que naquele contexto e ambiente tudo foi intenso e doloroso em excesso, existiu muito sofrimento...
   O livro conta a história de Julian em um formato de diário, dividido em 7 capítulos vamos acompanhando sua história iniciado aos 10 anos, mostrando todas as dificuldades que uma criança tão nova teve de enfrentar tão novo. Aos 12 anos Julian já sabia manusear uma arma e fazia parte da resistência contra os alemães.
    Não consigo descreve exatamente minha relação com a obra, porque ao mesmo tempo que li sobre sofrimento, me vi questionando porque sempre chegamos a esse ponto, porque sempre escolhemos a forma mais cruel. Julian se viu nesse contexto quando tinha apenas 10 anos de idade e já tinha a coragem de encarar o perigo e fazer o que podia, mesmo que fossem atitudes pequenas. Eu não me imagino deixando uma criança se arriscar assim, mas quem sou eu pra dizer algo se não estive ali...
    Ainda não li do diário de Anne Frank, mas assisti a obra antiga e tive uma noção do que esperar, e mesmo sabendo o conteúdo ainda me surpreende como ela e Julian conseguiram e foram obrigados a amadurecer nesse contexto tão desumano. Ambos perderam parte da infância e a inocência da vida, pelas atitudes e escolhas alheias...
    A obra da editora está linda e informativa, o livro é cheio de imagens, mapas e informações adicionais que situam a leitura e dão ainda mais realismo e profundidade a uma experiência de vida que por si só já é difícil de ser lida.
“Eu era de longe o soldado mais jovem no nosso vagão, e estava separado da maior parte da minha companhia, de modo que me sentia realmente muito só.”

Nota:


Título: Felicidade clandestina
                      Autora: Clarice Lispector                    
Ano: 1998
Editora: Rocco
Páginas: 160
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Sinopse: Caracterizada sempre como uma poeta desprendida, Clarice Lispector é muitas vezes entendida como escritora do cotidiano tedioso. Ao insinuarmos que alguém é “Lispector”, subtendemos que a pessoa disse o que estava claro, o que não era necessário enfatizar. Nessa obra, porém, a autora nos mostra pequenas partes de momentos preciosos, que ocorreram numa infância simples e pobre, mas nem por isso infeliz. Nos vinte e cinco contos temos personagens alegres e sorridentes, sempre lidando com o inevitável e o corriqueiro.

     De todos os escritores e escritoras brasileiros, talvez a mais cativante seja Clarice Lispector. Com uma linguagem simples que endeusa o cotidiano, a autora mostra pequenos pontos que nos levam a reflexão. Em “felicidade clandestina”, somos convidados a perceber pequenos detalhes, que emocionam e ensinam.
    No primeiro conto, cujo título batiza a obra, Lispector demonstra como as crianças vivem seu mundo paralelo. Com seus juízes, vilões, anjos, princesas e dragões, os pequenos aprendem em brincadeiras um futuro parecido. Nesse texto temos a personagem de Clarice criança, que se encontra na posição de garota bonita. E sua colega de escola, que se caracteriza como a vilã. A intriga de crianças nos leva a refletir como solucionamos nossos problemas: sem uma autoridade maior para apascentar, é possível que cedamos a intriga e a “criancice”?

“ E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite
que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa. ”
(Restos de carnaval, Clarice Lispector)

    Outro texto muito simples, mas igualmente valoroso, é “restos de carnaval”. Nas poucas páginas do texto, o leitor retorna a uma Recife antiga e perdida pelo tempo. Longe de toda e qualquer exposição, com seus gigantes bonecos de Olinda e fantasias, a capital do Pernambuco era a casa da personagem Lispector criança. 
Lá morava com sua família, e sua amada mãe padecia de uma doença que carecia de atenção e todas as economias. Uma vez por ano, como que se Deus lhe abençoasse com alegria e paz de espírito, Clarice saia pelas ruas a cantarolar e dançar. Era carnaval! Era preciso celebrar! Lamentavelmente num determinado carnaval, sua mãe piora muito. Despida de todo o incentivo, a criança desiste e vira adulta. Contava então oito anos.
    A dura forma com que Clarice Lispector leva o leitor a refletir a tristeza, o faz ser grato pela sua alegria. Por mais infeliz que uma criança seja, poucas tristezas se equiparam a ver a mãe sofrer. Tal experiência demanda maturidade, e causa muita dor. 
    Em frente a tantas demonstrações alegres, narrativas tristes, sabedoria dosada e linguagem fácil, o livro é uma ótima escolha, para quem quer que seja. Vale a pena se abrir e ponderar olhando para o céu. Pois como diz a autora: “o desconhecido é sempre azul”.
Nota:
Crédito da Imagem: Cheirando Livros


Título: Na Ponta do Leque
Autora: Jocelyne Godard
Editora: Primavera Editorial
Ano: 2013
Páginas: 452
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Sinopse: Em uma manhã de primavera dos anos 1000, Yasumi deixa sua província de Masushi levando como bagagem somente uma bolsa com um quimono, alguns hashi, um pequeno altar budista, um leque e um sabre. A estrada que leva à capital é longa e cheia de perigos. Mas Yasumi, a quem não falta audácia nem determinação, quer reencontrar um pai que não conheceu e reabilitar seu nome ante a grande família Fujiwara, tão ponderosa na corte. Com a ajuda e a companhia da soberba égua Longa Lua, Yasumi, jovem temerária, primitiva e um pouco bárbara, ao chegar em Kyoto, deve se curvar aos costumes de uma corte extremamente letrada e re nada, na qual o peso da maquiagem, as cores das roupas sobrepostas e o manejo do leque, na ponta do qual se coloca poemas, são os símbolos de uma cultura suprema. Enquanto os Fujiwaras dominam o reinado, Yasumi vive o grande amor de sua vida e conhece as mulheres mais eruditas da época. Envolta em uma engrenagem inesperada, sua vida avança a um destino insólito. Na ponta do leque permeia diferentes culturas, especialmente a japonesa, a qual é transpassada pela cultura francesa, nacionalidade da autora do livro, Jocelyne Godard.

    Escolhi o livro pela capa, que vocês devem concordar comigo que é bem linda e até chamativa, e me surpreendi bastante com a leitura, mesmo com o susto de ver a quantidade de páginas, acabei me vendo entretida nessa leitura que mesmo com os prós e contras se tornou um prazer a ser lido...
   Nos anos 1000, Yasumi Suhokawa, após perder a mãe e o tio, decidi sair em busca do pai que mora na corte de Kyoto. Yasumi é neta de um descendente da tradicional família Fujiwara, um clã poderoso, porém restaurar a honra de sua família não será fácil já que por desavenças políticas seu avó fui expulso de sua família. E agora Yasumi passará por muitas situações por causa desse seu desejo...
   Yasumi é uma personagem bem curiosa, porque mesmo em uma época tão antiga, em todo momento de sua busca e mesmo após as decepções que teve em seu caminho ela continuou se mostrando forte e determinada. Mas mesmo com uma personagem tão cativante em muitos momentos me senti cansada com a leitura, Jocelyne apaixona em sua história mas cansa o leitor com uma escrita cheia de descrições longas que poderiam ter sido mais objetivas e menos cansativas ao leitor, me mantive fixa na leitura por estar curiosa sobre a história e por adorar esse tipo de livro, porém em certos momentos tive qeu pausar a leitura pra conseguir mais na frente seguir com ela.
   É complicado contar muito do livro por que de um certo modo é tão encantador mas ao mesmo tempo se perde essa magia se souber demais o que vai acontecer. Mas pra mim a obra traz um universo até então novo (já que exceto por essa obra nunca havia lido nada que trouxesse um pouco da cultura japonesa tradicional) e talvez por isso eu tenha me sentido apaixonada ao descobrir sobre o WAKA que é uma forma de poesia.
    Na Ponta do Leque é um livro sobre história, com referências reais, personagens curiosos e uma cultura tão diferente e apaixonante.

Nota: