Título: Nem tudo será esquecido
Autor:  Wendy Walker
Ano: 2016
Editora: Planeta
Páginas: 288

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Sinopse: "Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado."

  Imaginem um livro de suspense que tem uns plots twits muitos bons, daquele tipo que dá ódio no leitor, mas que em cada reviravolta faz você ficar indignada, basicamente é isso que Wendy traz em seu thriller psicológico recentemente publicado pela Editora Planeta.
  Jenny Kramer é uma adolescente de 15 anos que sofreu uma violência horrível, ela foi estuprada por um criminoso não identificado, enquanto estava uma festa. Nas primeiras horas do ocorrido seus pais resolvem que Jenny vai tomar alguns medicamentos que supostamente a farão esquecer tudo que aconteceu naquele momento horrível, com o intuito de evitar que a filha tenha algum trauma profundo no futuro. Porém com o tempo fica visível que na verdade nada foi inteiramente esquecido e em meio a esse ambiente tortuoso, a busca pelo criminoso e a terapia, todos vão ter que lidar com segredos vindos à tona, vidas desconhecidas se interligando e muito mistério sendo ou não resolvido.
   Wendy é uma autora excelente, sua escrita é contagiante e o suspense criado por ela cumpre aquilo que se propôs, porém ainda assim minha relação com a obra acabou sendo um pouco controvérsia, e tentarei explicar um pouco desse por que. Antes quero trazer alguns pontos bacanas da obra, o primeiro deles é que a obra apesar de contar a história de Jenny e seus pais, lidando com todas as consequências da violência contra a filha, ele é todo narrado pela perspectiva do psiquiatra de Jenny, o segundo é que toda a drama do livro tem seu ‘’quê’’ de originalidade, mesmo sendo um suspense psicológico eu nunca li nada igual a história, não com todas essas interligações e sacadas que a autora teve.
  Agora vamos ao motivo da minha controvérsia com a obra, como disse antes o livro é narrado pelo psiquiatra, então como já devem supor, ele tem uma carga cientifica bem grande, com termos da psicologia e analises feitas pelo psiquiatra, e mesmo na obra em alguns momentos eu sentia certo incomodo, pode ser arrogância minha, mas realmente senti que a algumas atitudes e comportamentos não condiziam bem com o que eu esperaria de um profissional que estava lidando com uma paciente assim e nem com uma autora mulher que pecou um pouco no machismo e misógina desse personagem. Realmente mesmo com as ‘’disfarçadas’’ eu conseguia notar essas falas e pensamentos do personagem e isso me deixou um pouco desconfortável com a criação do personagem que até então era o meu favorito.
  Nem tudo será esquecido é um livro incrível, não sei ao certo se tudo escrito e a construção dos personagens foram feitas de forma proposital até mesmo nas falhas e torço pra que seja pois a obra com toda certeza entrou pra lista de favoritos, e seria uma pena. A obra tem de tudo: famílias desestruturadas se reencontrando, famílias de aparência se perdendo nos segredos contados, crimes horríveis e cruéis seguindo sem um culpado por causa da inércia das autoridades e claro o poder da influência. Se você adora o gênero precisa ler esse livro, mesmo com os pontinhos negativos que citei, a obra é realmente fascinante.








Créditos da imagem: De livro em livro


Título: Hyperbole and A Half - Situações lamentáveis, caos e outras coisas que me aconteceram
Autora: Allie Brosh      
Ano: 2014
Editora: Planeta
Páginas: 224
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Sinopse: Em Hyperbole and a Half situações lamentáveis, caos e outras coisas que me aconteceram, a autora apresenta alguns dos textos mais lidos e comentados em seu blog e também muito material novo, inclusive histórias sobre seus cachorros, um deles aparentemente com leves problemas mentais, sua luta para lidar com a depressão e ansiedade que insistem em dominá-la, além de anedotas hilárias sobre sua tumultuada infância. Sim, Allie foi uma criança difícil, Talvez a mais difícil de todas. Por exemplo, uma vez ela comeu um bolo inteiro só de burra porque sua mãe a proibira. E ela também atazanou a vida da família quando ganhou um papagaio de brinquedo que repetia tudo - tudo - que ela queria. Inteligente, irônico e absurdamente engraçada o livro traz o estio inimitável de Allie nos textos e nas ilustrações, além de alguns de suas típicas reflexões que conquistaram o coração de inúmeros leitores.

  Primeiro: Essa resenha vai ser uma "mini" resenha porque o livro é basicamente tirinhas, com poucas falas ou narrações.
   Segundo: Se você não conhece e quer algo engraçado e bem bobo ao ponto de ser mega bom, leia esse livro.
  Allie Brosh, até então uma desconhecida para minha pessoa haha, é a criadora de um blog de tirinhas bem famoso na internet e amado pelos americanos. Basicamente seu livro conta suas histórias loucamente engraçadas e que parecem beirar a imaginação, que cá entre nós a autora parece ter de sobra. O livro é dividido em pequenas tirinhas que contam alguma história curiosa da vida de Allie, pra não dedurar muito do livro (que pode ser um spoiler chato e sabemos que ninguém gosta de spoiler haha) vou contar minhas duas tirinhas favoritas, que são Sinas de Alerta e O deus do Bolo, na primeira Allie conta como foi que ela decidiu escrever para todos os seus "eu" após desenterrar uma carta de seu eu de 10 anos. Eu não exatamente ri muito desse mas achei curioso porque imagino eu que muitos já tiveram essa vontade de escrever pra si mesmo em diferentes épocas; no segundo ela conta a saga dela bom bolos, e olha eu morri de rir desse, sempre achei que era uma louca por bolos até ler a história de Allie.
  Não dá pra saber se tudo no livro é real e aconteceu realmente com ela, mas a graça creio eu, é justamente essa, pegar e ler essas tirinhas, se identificar ou não, mas rir loucamente de cada coisa louca que Allie aprontou.
Nota:


Título: A garota do calendário: Janeiro 
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus / Record
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.


   Vocês já devem saber que eu adoro livros hots, e mesmo lendo alguns aqui e ali eu raramente resenho eles no blog, e me questionando sobre isso recentemente notei que não tinha uma desculpa ou motivo além de ou não lembrar, ou não querer ou esquecer (que é a mais comum) haha, então decidi que iria resenhar esse já que a série está se tornando uma vicio pra mim atualmente.
    Mia Saunders se vê numa situação difícil ao ir ao hospital e descobrir que seu pai tinha sido agredido por uma dívida enorme que ele fez com um agiota, que agora ficou por conta dela pagar, tem poucos meses pra juntar uma quantia enorme e garantir que seu pai não vai ser morto pelo agiota. Pensando em como pagar a dívida Mia acaba indo trabalhar pra sua tia Millie que tem uma agência de acompanhantes de luxo, e seu primeiro cliente é Wes.
    É engraçado o quanto livros eróticos podem ser empoderadores não é mesmo? Mia sempre se cuidou sozinha já que o pai começou a beber demais quando ela ainda era novinha, ela cuidou da irmã e trabalhou muito pra que a mesma fosse a universidade. Nesse livro nós vamos acompanhar o drama inicial de Mia, entre as dúvidas e dilemas de ser e se sentir uma prostituta ao transar com os homens que compraram sua companhia por aquele mês; as questões internas e traumas amorosos que a tornaram mais descrentes em homens e relações amorosas. Wes é uma personagem apaixonante, mas sua perfeição em excesso me deixou um pouco incomodada, porque as vezes me senti um conto de fadas com cenas hots, e na realidade não foi isso que procurei ao ler a obra.
     Tentei me acostumar ao fato de que tudo no livro é muito rápido e creio eu que deve ser por causa das poucas páginas, mas admito que a rapidez foi um dos pontos que me fez ler as outras obras, e pela quantidade de páginas no livro achei que a autora conseguiu criar uma história boa, envolvente e sexual no ponto certo, mas como sempre nem tudo é perfeito, e eu tive um leve incomodo com algumas descrições “putarinas” demais, o livro por si só já tem a regra de apenas maiores de idade devem ler então achei meio dramático demais não dar nomes reais a certas coisas.

     A garota do calendário: Janeiro é um livro leve, engraçado, sensual e perfeito pra se ler num dia tedioso, ler sem expectativas e pretensões e ficar feliz com a obra no final.
Nota:
Crédito da Imagem: Minha Contra Capa


Título: Maldosas
Autora: Sarah Shepard
Editora: Rocco
Ano: 2010
Páginas: 296
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Sinopse: 'Maldosas' é o primeiro livro da série 'Pretty Little Liars'. Na trama, Emily, Aria, Spencer, Hanna e Alison vivem no sofisticado subúrbio de Rosewood, na Pensilvânia. Inseparáveis, as cinco se mantêm ligadas especialmente em função de Alison, a garota mais popular da escola, que exerce um certo poder sobre cada uma das meninas e é a confidente de todas elas. Um dia, porém, Alison desaparece sem deixar rastro. Aos poucos, Emily, Aria, Spencer e Hanna se afastam. Alguns anos depois, as jovens começam a receber e-mails e mensagens ameaçadoras de alguém que aparentemente sabe de tudo que se passa em suas vidas e misteriosamente se identifica apenas como 'A'. Será que Alison estaria viva e disposta a revelar todos os segredos de suas ex-amigas?

    “Maldosas” é o primeiro livro escrito por Sara Shepard da serie Pretty Little Liars, o conjunto de livros deu origem a serie de TV com mesmo nome.
No livro, conhecemos Hanna, Aria, Emily, Spencer e Alison, elas vivem num sofisticado subúrbio de Rosewood na Pensilvânia.
    Essas eram o que chamamos de amigas inseparáveis, mas a mais bonita/popular era Alison, ela exercia um enorme poder na vida das demais, era como uma líder, Alison também era confidente de cada uma das meninas, mesmo sendo inseparáveis haviam segredos que somente Alison sabia. 
Certa noite, numa típica noite do pijama entre amigas, Alison desaparece, sem deixar pistas ou rastros, se passam meses, anos e nem mesmo a policia é capas de desvendar tal mistério. As meninas se afastaram e seguiram suas vidas  afinal perderam Alison, a líder do grupo, e sem Alison não havia grupo.
    Muito tempo depois, as meninas começam a receber mensagens anônimas, com segredos que mantinham entre elas, mensagens anônimas assinadas com um “A”, surgem então muitas duvidas, seria Alison de volta? Ou alguém capaz de revelar todos aqueles pesados segredos?
     Ao julgar pela capa e sinopse, pensei que o livro seria infantil e bobo, com um final previsível, mas garanto que eu estava bem enganada, é um livro misterioso e com segredos nada bobos, e o mais interessante como toda história tem dois lados, nesta serie de livros, podemos enxergas os dois, no final do livro temos uma carta de “A” nos contando seus planos, bem interessantes! Sobre a serie de TV, eu assisto, e cá entre nós, os livros são melhores e bem diferentes, prometo trazer resenha da serie, também. 
Logo tem resenha do segundo “Impecáveis”!
“ Meninas Bonitas, Segredos Escandalosos, Mentiras Escabrosas ”
Nota:


Título: As letras do amor
Autor: Paula Ottoni
Editora: Novas Páginas
Ano: 2016 
Páginas: 224
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Sinopse: Bianca acabou de largar um curso de graduação de que não gostava, seus pais vão se divorciar e seus irmãos pequenos estão cada dia mais barulhentos. A oportunidade perfeita de escapar surge quando seu namorado, Miguel, resolve ir a Roma abrir uma empresa para o pai. Bianca decide que aprender italiano, arrumar um trabalho temporário e ajudar Miguel em seu negócio será um bom começo. O que parecia um sonho, porém, torna-se uma incerteza ainda maior quando Miguel fica sempre fora de casa, os empregos de Bianca não duram mais que uma semana, e, cada dia mais próxima de Enzo – o melhor amigo de Miguel, com quem moram –, ela começa a questionar seus sentimentos.

    Entrar na vida adulta é uma fase complicada e que exige mudanças, e decisões difíceis. Bianca se viu nessa situação quando, após desistir da faculdade de Pedagogia, recebeu um convite do namorado para passar um período de seis meses com ele na Itália, pois ele iria abrir uma loja e precisaria de ajuda. Enquanto isso ela tem a oportunidade de conhecer as raízes de sua família e descobrir o que vai querer ser como uma profissional. O único problema é que Bianca está insegura com a ideia de morar com o namorado fora do país, afinal, eles ainda não tiveram relações sexuais e ela se sente cada vez mais pressionada. 
    A narrativa da autora é leve e por isso o livro flui muito rapidamente, o que pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Antes de ler cinquenta páginas eu já sabia qual seria o final do livro, que foi exatamente como eu suspeitava e extremamente previsível. Não gostei do enredo e achei que os personagens são muito rasos e fúteis, mal trabalhados. Talvez pra alguém mais novo e que goste de livros com uma pegada bem leve, a história dê certo. Só é bom pra passar o tempo. 
    Apesar de não ter me identificado e não ter gostado nada do rumo que as coisas tomaram, preciso dizer que o livro não é mal escrito. Paula soube escolher as palavras e acredito que tenha trabalhado muito bem nas pesquisas, pois me senti como se tivesse na Itália realmente. Eu gosto bastante do gênero também, mas este em especial não me conquistou, fiquei o tempo todo com a impressão de estar lendo uma fanfic. 
    Dei uma nota muito baixa ao livro e não o recomendaria aos leitores, mas se você gosta de livros mais "leves" e pra ler em um dia, boa leitura. A diagramação está legal, adorei a capa e o tamanho da fonte também, encontrei pouquíssimos erros de revisão, quase nada. Talvez eu não leia outros livros da autora, mas acredito no potencial dela e creio que ainda tem muito à oferecer para a Literatura Nacional.