Título: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi - A loucura está do lado de dentro ou de fora?
Autor:Joachim Meyerhoff
Editora: Valentina
Ano: 2016 
Páginas: 352 
Skoob: Adicione
Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos.
Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

    Existem todos os tipos de personagens, e sempre nos apaixonamos por algum, e nesse livro eu me apaixonei por alguns, não exatamente eles em si, mas suas peculiaridades. O título do livro é enorme mas conversa muito bem com a essência dos personagens que temos o prazer de conhecer nessa obra.
       Joachim é um garoto que está completando seus 7 anos, e tudo em sua vida seria ‘comum’ exceto pelo fato de que ele é filho do diretor em Hesterberg, um hospital psiquiátrico e todos de sua família moram numa casa que se localiza exatamente no terreno do hospital. E após passar por uma cena que deveria ser traumática para qualquer criança, vamos enfim conhecer um pouco mais da sua vida.
   Imaginem um livro engraçado, mas ao mesmo tempo dramático, é exatamente isso que encontramos nessa leitura, personagens peculiares, diferentes e com diversos problemas psicológicos tratados de uma maneira curiosa, instigante, sutil e realista. Joachim é um garoto curioso e tem uma visão muito diferente das coisas ao seu redor – fiquei bem espantada com a forma como ele reagiu a morte, foi bem esquisito, mas também surpreendente.
   Tive certo problema com a nomenclatura “loucura” não gosto dela usada para pessoas com problemas psicológicos, acho ofensivo e desnecessário quando se fala de certas coisas, e ler isso tanto no livro, sendo usado pelos personagens, quanto por ai em resenhas me foi bem incomodo e realmente achei uma falta de tato das pessoas que escreveram. Tirando essa questão a obra é apaixonante e conquistou uma fã, a edição da editora está linda, bem feita e dentro do que a obra propõem, e a história é uma paixão por completa com esses personagens bem estruturados, bem colocados e um contexto que faz sentido.
   Quando finalmente voltará a ser como nunca foi é um livro curioso e instigante, que traz a os problemas psicológicos de uma forma mais sutil, é um livro que emociona, mas também tira boas risadas, fala sobre crescimento, sobre seres humanos doentes e não só questiona o obvio, mas em suas entrelinhas no faz refletir sobre como tratamos e rotulamos o que não conhecemos.

Nota: 


Hey, people! Como vocês estão?
Bom, faz um tempinho que não posto curiosidades e ainda tem um milhão de autores pelo mundo que merecem aquela bisbilhotada na vida ; ) Então voltamos hoje para falar da nossa, ou melhor de uma das nossas inglesinhas preferidas Emily Brontë, a queridíssima que escreveu O Morro dos Ventos Uivantes e apenas este, mas isto veremos em detalhes...

1ª Curiosidade 
Emily era irmã das também escritoras Anne Brontë e Charlotte Brontë. As irmãs escreviam principalmente poemas e chegaram a publicar juntas. Emily utilizava o  pseudônimo masculino Ellis Bell 

2ª Curiosidade 
Das irmãs Brontë, Emily era a mais calada. Na realidade poucas informações se tem sobre ela. A irmã Charlotte fala um pouco sobre a irmã em um de seus livros, mas apenas ressalta a timidez dela.

3ª Curiosidade
Após  morte da mãe, na infância e a chegada da tia para a criação dos sobrinhos. As irmãs escritoras, juntamente com o irmão Patrick e mais duas irmãs Maria e Elizabeth foram mandadas para o internato. No entanto as condições do internato eram péssimas e as crianças sofriam violência e se alimentavam mal. Com a morte de Maria e Elizabeth o pai resolve tirar as crianças da escola. 

4ª Curiosidade 
Emily cresceu em Yorkshire, um condado que serviu para a criação de suas personagens. Ao voltar do internato foi educada por uma ama que lhe contava muitas histórias que mais tarde seriam publicadas em jornais locais por Emily e suas irmãs. 

5ª Curiosidade 
Emily Brontë faleceu aos 30 anos, apenas um ano após a publicação de seu primeiro e único livro O Morro dos Ventos Uivantes. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa  que na época foi pouco aceito pela difícil compreensão de seus personagens e pelas muitas críticas a uma história que parece isenta de juízos dos valores entre a bondade e maldade.


Título: Triângulo de 4 Lados (Livro 1)
Autor: Adelina Barbosa e Fernanda Medeiros
Editora: D'Plácido
Ano: 2015
Páginas: 320
Skoob: Adicione
Sinopse: "Unhas mal pintadas de preto e camisas de bandas. Ela ama O Diário de Bridget Jones, chocolate, e a banda Misfits. Odeia trovões, lágrimas, e ser chamada de criança. Sara Alcântara tem 17 anos e, como qualquer garota de sua idade, tem um relacionamento de amor e ódio com a mãe, com seus estudos, e com a própria vida. Ama suas amigas, que são seu suporte, e sua base. Tira boas notas na escola, por obrigação, mas deseja ser artista, porque pintar é sua verdadeira vocação.
Até aquela paixão adolescente, platônica, ela possui. Ele tem nome, sobrenome, e grau de parentesco. Rodrigo Guano é seu primo, e sonho de consumo de toda a população feminina da pequena cidade de Santa Fé, onde moram. Tudo muda quando ele a beija pela primeira vez. Então o mundo pode acabar, regimes podem cair, terremotos podem engolir a terra em rachaduras intermináveis, e Sara ainda estaria feliz. Ou assim ela pensa ser, até que viaja para Paris, para passar as férias. Quando volta, tudo está diferente, inclusive ela. Sara se vê inserida num triângulo amoroso... Ou seria um quadrado?"


   E lá vem eu e minhas tentativas com os livros que insistem com essa mania de triângulos amorosos...
    Sara é uma adolescente de 17 anos, louca por arte e Bridget Jones, tem uma paixão secreta por seu primo Rodrigo, até que ambos se beijam e acabam tendo outro segredo, dessa vez juntos, eles começam a namorar escondido porém tudo muda quando Sara vai para Paris e depois de um mês lá ela retorna e encontra tudo diferente...
       Recebi esse livro de brinde da Editora, não foi exatamente uma escolha minha, mas como vocês já sabem estou tentando sair da minha zona de conforto e tentar gêneros que não tenho tanta familiaridade ou que tem coisas que me incomodam, e basicamente esse livro tem quase todos esses elementos que não estou familiarizada e que não gosto, porém essa não é uma resenha de não gostei e sim de tentei e gostei.
     Sara é uma garota simples e comum, assim como eu também fui quando tinha 17 anos, ela é decidida, um pouco tímida e dona de si; Brent é aquele personagem fofo e companheiro, quieto e caladão, mas com grande potencial; Rodrigo é um típico babaca, com um ‘quê’ de fodão, seu ar de dono do mundo é insuportável; Matheus é um personagem que ainda tento compreender mas dá um pouco de fogo a história.
    Um triângulo amoroso com 3 caras é realmente uma coisa complicada, não no quesito da personagem mas no sentido dessa leitora que aqui escreve, eu tentei entender a lógica de criar esse romance tumultuado e até tentei achar sentido disso e não, eu não encontrei, eu realmente achei bem desnecessário criar uma história onde o enfoque quase todo é essa bagunça amorosa de Sara e pra mim esse triângulo gigante é um ponto negativo no livro, porque tem bons personagens, eles são bem construídos e podiam seguir bem na trama sem precisarem estar entrelaçados em forma de triângulo amoroso. Outro ponto complicado é Rodrigo e Matheus, o primeiro é o típico canalha, e isso fica bem obvio, pelo menos ao meu ver, e não entendo porque ele tem que ser inserido ali, o segundo é um personagem complicado, parece que tudo em sua vida se centraliza em ter Sara a todo custo, isso me incomodou bastante, porque ele passou de decidido e persistente a um cara possessivo, sei lá, tenho certos receios sobre o rumo do personagem...
      O maior ponto positivo do livro é Sara, apesar de seus dramas que as vezes me incomodavam, ela é uma personagem cativante, ler sobre ela é como voltar aos meus 17, onde tudo era tão intenso, e essa foi uma boa experiência em relação a obra, me sentir de volta a essa idade tão dramática e intensa é um efeito nostálgico muito bom e tornou a leitura muito prazerosa, além é claro de ler sobre uma personagem decidida e de personalidade forte.
    Triângulo de 4 lados é um livro de escrita simples e fluída, com personagens curiosos e bem caricatos a seu modo, espero poder ler a continuação e saber o que acontece porque já adianto aqui que o final da obra me deixou com uma curiosidade girando na cabeça haha, a edição da D’Plácido é uma coisa linda, amei a sacada de colocar balõezinhos com os pensamentos de Sara.
Nota:


Título: Apenas Um Garoto
Autor: Bill Konigsberg
Editora: Arqueiro
Ano: 2016 
Páginas: 256 
Skoob: Adicione 
Sinopse: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.
Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.
O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

   Eis aqui um livro com o qual tive uma relação complicada, pegue um personagem sem "magia", coloque ele num contexto legalzinho, encha de situações complicadas e teremos Apenas um Garoto! Isso pode ser ruim ou bom, um pouco disso pode depender de você...
     Rafe é um adolescente que aos 13 anos de idade se assumiu gay, e durante muitos anos esse rótulo acabou se tornando algo tão recorrente em sua vida que ele decidiu que queria mudar e recomeçar, Rafe foi para um colégio interno de garotos no Colorado, e decidiu que dessa vez não iria dizer a ninguém que é gay. Rafe fez amigos: Toby e Albie seus colegas estranhos mas muito companheiros e Ben, seu amigo perfeito por quem ele acaba se apaixonando e colocando em jogo todo o plano de "não dizer que é gay".
   Apenas um Garoto é o primeiro romance LGBT lançado pela Editora Arqueiro e grande aposta deles. Rafe é um personagem egoísta, pensa apenas em si antes de qualquer outro que ele diz gostar, age de modo impulsivo sem medir as consequências de suas escolhas; Ben é o cara perfeito – ou quase perfeito, que sempre age da maneira esperada e perfeita, como se tudo fosse lindo e mágico, como se fosse um ser humano sem falhas e sem erros...

“Para mim, o armário é quando alguém não vai assumir que é gay de jeito nenhum. Eu já assumi. Só que agora estou meio que dando um tempo.”

    O livro me deu uma certa irritação, a leitura fluí muito bem a edição da Arqueiro é linda e muito bem feita, porém a história deixou bastante a desejar porque além de não me conectar com Rafe senti que o autor não deixou os outros personagens fluírem como deveriam, pareciam que todos ao redor eram ajudantes da complicada e confusa história de Rafe, e tudo piorou um pouco quando ele e Ben ficaram mais próximos, alguns personagens “sumiam” e só apareciam quando Rafe supostamente precisava de algo – o que normalmente era desabafar. Ben se tornou o único núcleo real na vida de Rafe como se tudo se resumisse a ele e a essa relação de amizade que ambos estavam construindo, e o senhor perfeição é tão perfeito que parece uma máquina feita a mão e sinceramente ele só me pareceu pessoa mesmo no final do livro...
    Realmente parece que apenas odiei o livro e ele só tem pontos negativos, mas NÃO ele tem seus pontos positivos, e o principal deles é Claire, sim caros leitores, um dos pontos positivos do livro é uma personagem – e ela sim é o que podemos dizer que dentro daquele contexto é a perfeição haha. Claire é companheira, amiga, sincera e cheia de personalidade (se é que podemos dizer assim, porque afinal de contas o que é ser cheia de personalidade não é mesmo?) e bem construída dentro da história, de um jeito que faltou aos outros (incluindo Ben). Os pais de Rafe também são uma graça a parte, sempre o aceitaram e o apoiaram quando se assumiu gay e não deixaram de apoiar quando o garoto decidiu “dar um tempo”.

“Então talvez ser gay assumido não seja uma maldição, e sim algo desgastante. Sempre pensamos no que as pessoas estão vendo e nos sentimos isolados de grande parte do mundo.”
   
     Apenas um Garoto é um livro complicado, uma relação de amor e raiva, poucos sabem o peso desse rótulo em especifico mas alguns sabem o peso de outros rótulos, não julgarei Rafe por querer se ver livre daquilo que de certa forma ditou sua vida por algum tempo, mas confesso que escrever dessa forma pode trazer impressões ruins aos leitores, eu vi nesse livro um garoto que poderia estar se iludindo achando se livrar de um rotulo e na realidade estar voltando ao ponto de partida que muitos ainda nem conseguiram dar por falta de opções que Rafe tinha a seu dispor – como pais receptivos, amorosos e amigos compreensivos e companheiros. Mas como disse um querido colega que também leu essa obra, o livro trata de autoconhecimento, e ouso dizer que pode se tratar também da busca pela identidade, e é complicado agradar quando se escreve sobre pessoas, mas pra mim apesar dessas duas visões que temos ao ler a obra ainda assim faltou algo a mais nessa história.
Nota:


Heey como vão?

     Gostar de algo hoje e daqui a alguns anos nem lembrar muito sobre isso é mais comum do que parece, é natural mudar os interesses, ainda mais porque estamos em constante mudança e felizmente elas sempre tendem a ser positivas. Quando mais nova eu tinha todo um fascínio sobre Crepúsculo, amava os livros, amava os filmes, amava tudo relacionado a saga.
     Não lembro bem quando foi que comecei a gostar da saga, mas sei que o vicio inicial foi pelos filmes, e depois li e amei os livros, hoje em dia não teria essa coragem pra reler as obras, até porque meu gosto literário mudou muito e eles não me agradariam tanto quanto anos atrás, e seriam uma decepção que prefiro não passar. Diferente de algumas pessoas não odeio a saga, na verdade as vezes brota aquela vontadinha de rever os filmes e eu passo uma tarde feliz com eles haha, mas evoluir é doloroso né? E se manter sempre no mesmo ponto não é evoluir.
     Eu adorava os casais, essa coisa de vampiro que brilha no sol, os lobisomens sempre sem camisa haha, Meyer me pegou pelo coração e ilusão de algo parecido na minha vidinha de adolescente sonhadora e eu agradeço a ela por isso, guardo a saga com muito carinho, e por esse motivo nunca me desfiz dos livros e filmes que ganhei, mas sabe quando você apenas guarda, as vezes revive e depois guarda de novo? Basicamente é isso que fiz com Crepúsculo.
      Esse não é um post de ódio, pelo contrário, é um post de ex-amor haha, um post de nostalgia e lembranças, aquelas lembranças que guardamos com todo carinho, que fez parte da nossa evolução mas que são apenas lembranças, são incríveis e inesquecíveis no passado, assim como Crepúsculo foi pra mim um dia.